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AUTOPESQUISOLOGIA: Paraterapêutica e Porta-assistidos
Published by Andrea on 2008/7/17 (2328 reads)
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Santos, Andréa; psicóloga, professora universitária, voluntária da Associação Internacional para a Evolução da Consciência ? ARACÊ; andrea@arace.org

Temática: Aprendizado sobre o processo paraterapêutico na condição de porta-assistidos

Resumo. O presente relato tem por objetivo descrever as vivências desta autora ocorridas de abril a outubro de 2007, referentes à importância da compreensão e do aprofundamento na dinâmica paraterapêutica relacionada ao processo assistencial durante a assim e a desassim de consciexes na psicosfera da conscin lúcida, vivenciando a condição de porta-assistidos.

Identificação. Percebi a presença de uma consciex em minha psicosfera cujo padrão pensênico destoava significativamente do meu. Identifiquei recorrência deste padrão nos acoplamentos durante aproximadamente 6 meses. Apesar da diferenciação pensênica ter ocorrido, senti necessidade de aprofundar o entendimento acerca da realidade dessa consciex para avaliar como poderia proceder em um ?atendimento? paraterapêutico. Senti que para assistir teria que compreender profundamente as necessidades desta consciex.

Sintomas. O padrão pensênico identificado manifesta-se na forma de uma falta de vontade de sair da cama e apresenta os seguintes sintomas: cansaço e falta de energia para executar as tarefas rotineiras, principalmente em relação às atividades profissionais, quando tenho que lidar com várias pessoas em situações diversas que exigem acentuado dinamismo da minha parte.

Repercussões da falta de assistência. Apesar de identificar o padrão pensênico, de ter diferenciado, percebido a presença de consciex, de procurar fazer a desassim e de continuar as atividades rotineiras buscando atuar na condição de porta-assistidos, a assistência efetiva não acontecia, pois o padrão permanecia recorrente, provocando uma série de situações difíceis de lidar no cotidiano. Estas situações se traduziam, por exemplo, na dificuldade de executar tarefas simples, na vontade de ficar em casa descansando, na falta de energia para realizar as atividades, no sentimento de defasagem energética, na incapacidade de conseguir reverter o processo e na falta de motivação. Apesar do entendimento, o sentimento recorrente era de não saber como assistir a consciex e a percepção era de que a situação piorava a cada dia.

Primeira elaboração. Elaborei de diversas formas o contexto, interpretei como falta de sustentabilidade energética para dar ?suportabilidade? a consciex, cheguei até a me apelidar coloquialmente de ?pilha fraca?. Este padrão permaneceu até conseguir aprofundar a pesquisa e ter uma melhor compreensão da situação e do aprendizado relacionado.

Predisposição e mapeamento. De 08 a 12 de outubro de 2007, ao retornar do voluntariado no Campus ARACÊ, em Domingos Martins, para a cidade de Cachoeiro de Itapemirim, onde exerço atividades profissionais, estava muito cansada e senti novamente a presença da consciex, só que dessa vez, não senti a presença de uma apenas, mas de várias. Havia um padrão específico tão forte que parecia poder ser mapeado. Eu e meu parceiro evolutivo analisamos a situação e ele me ajudou no mapeamento do padrão pensênico dessas consciexes. O fato dele estar predisposto, sem sentir nenhum tipo de preconceito a respeito da situação em que me encontrava, deixou-me mais tranqüila para aprofundar-me na reflexão. Sua postura foi extremamente importante, pois naquele momento o sentimento era de vergonha, por não conseguir sair do padrão instalado.

Acolhimento. Compreendi a posteriori, que neste momento a consciex se sentiu acolhida. Falei sinceramente sobre o que ?eu? estava sentindo. Descrevi os detalhes de como era a vontade de ficar deitada, e só de pensar na semana que teria que enfrentar sentia arrepios; correr de um lugar para outro parecia algo profundamente sofrível.

Identificação das necessidades da consciex. Refletimos juntos sobre que tipo de consciex sentiria isto e pensei em uma consciex acamada, com o corpo todo dolorido. Fui descrevendo as situações vivenciadas e, levando em consideração minhas parapercepções, esta identificação fazia sentido. Tivemos a impressão de que a consciex havia permanecido muito tempo acamada, estava se reabilitando, precisando sentir que conseguiria ?viver? novamente e ser resgatada. A hipótese é que a consciex estava em minha psicosfera para a reabilitação, mas no meu ritmo ela não estava agüentando.

Abordagem. Após este entendimento, concluímos que se eu tivesse que trabalhar a reabilitação de alguém que permaneceu muito tempo em tal condição, não adiantaria simplesmente querer impor-lhe um ritmo acelerado como o meu. Até o momento eu estava atuando de acordo com a premissa de que se a consciex conseguisse executar as atividades comigo ela conseguiria reverter sua situação. A idéia que tivemos era de que eu deveria pensar mais na necessidade da consciex e tentar realizar as atividades em um ritmo mais lento, atuando realmente com a responsabilidade de ter alguém em minha psicosfera, precisando de reabilitação.

Teática. Neste dia iniciei minhas atividades com este pensamento e querendo realmente levar o ?tratamento? a sério. Consegui passar quase o dia todo neste ritmo. Senti uma angústia enorme, pois parecia que não ia dar tempo para fazer tudo, porém trabalhei pensando mais na consciex que em mim.

Inteligência extrafísica. Após uma semana, pude perceber o contra-ponto da assistência à consciex em minha psicosfera: sei que preciso rever a minha forma de me relacionar com o trabalho. Entendi a inteligência extrafísica de colocar junto a mim essa consciex, pois sou ?obrigada? a pensar nela para o tratamento e com isso também sou ?tratada? ou reabilitada na minha forma de trabalho, que é sempre muito acelerada. É a assistência em via de mão dupla.
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